quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Cleitons e Severinos

Gente que chora no sol
gente que chora na chuva,
perdem as casas,

mas continuam na labuta


Marmitas amargas

olhos ressequidos

músculos fracos

vultos esquecidos


Em favelas e sertões

nunca são lembrados

de vez em quando abraçados

por vermes engravatados


São comoventes em

telas de cinema, a revolta

dura uma hora e meia

falam muito, mas pouco se semeia


A marca no pé não colocam

a soja plantada não comem,

sofrem pela diferença

sofrem pela fome


Produzindo para elite

estão cansados

lágrimas em vão

amanhã serão massacrados


Lutadores morreram,

mas deixaram o sonho

acordado, quando o povo 

será lembrado?

Um comentário:

  1. Senssacional! Pessoas que construiram um país, sofrem com o descaso dos governantes e são dirigidos por coroneis impiedosos... No Nordeste ainda imperam o Sinhô e a sinhá...

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